Fila de caminhões tem quase 70 km
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quinta-feira, 06 de março de 2003
Vânia Casado<br> Equipe da Folha 
Ontem, a fila de caminhões rumo ao Porto de Paranaguá, na BR-277, atingiu 57 quilômetros e começou a ser desviada para a BR-116, na altura do Contorno Leste, na Região Metropolitana de Curitiba, onde alcançou mais oito quilômetros, totalizando quase 70 quilômetros de fila entre as duas rodovias. De acordo com a Administração do Porto de Paranaguá e Antonina (APPA), mais de 3 mil caminhões passaram pelo pátio de triagem e outros 2 mil permaneciam nas filas.
A Polícia Rodoviária Federal e a Ecovia, empresa que administra o pedágio na rodovia BR-277, estão estabelecendo um intervalo de 10 quilômetros na fila, no trecho que abrange a Serra do Mar. Esse trecho é considerado perigoso e como não tem acostamento, os caminhões parados poderiam provocar acidentes, justificou a assessoria de imprensa da Ecovia. Também num trecho de quatro quilômetros na altura da praça de pedágio, não está sendo permitida a formação de filas.
A fila de caminhões que está congestionando as rodovias está provocando polêmica. A direção do porto acusa as transportadoras de não consultarem o serviço de carga on-line para programar a ida dos veículos para o porto. Os representantes das transportadoras dizem que o sistema não está funcionando a contento e por isso não fazem a consulta.
Para minimizar o problema, a direção do porto está pedindo para os operadores portuários trabalharem 24 horas por dia junto com o Corredor de Exportação. Essas empresas estão fechando à noite, e o escoamento para os navios fica interrompido. Só o Corredor de Exportação continua em funcionamento, informou a assessoria do porto.
Ontem, o porto foi informado que mais cinco navios estão se dirigindo a Paranaguá para carregar soja. Somando-se aos que já estão na fila de embarque, são dez navios à espera para carregar soja em grão e outras seis embarcações para carregar farelo. Todos os navios comportam cargas acima de 40 mil toneladas cada um.
O fato é que esse movimento acima do normal surpreendeu a direção do porto neste período de início de safra. Cooperativas e produtores venderam a soja antecipada, e agora os embarcadores querem exportar o mais rápido possível para evitar gastos com armazenagem.


