Curitiba - A fila de caminhões à espera para descarregar no Porto de Paranaguá chegou a 35 quilômetros ontem. O embarque de grãos foi novamente suspenso por causa das chuvas. No final da tarde, os caminhões estavam parando nove quilômetros após a praça de pedágio, em São José dos Pinhais.
Pela primeira vez este ano, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) determinou o bloqueio no trecho de 15 quilômetros da Serra do Mar, onde é proibida a formação de filas de caminhões. Conforme a concessionária Ecovia, a fila estava distante nove quilômetros da praça do pedágio, que fica no km 60 da BR-277.
A previsão é que havia mais de mil caminhões na fila, fora o pátio de triagem, com capacidade para 1,2 mil veículos, que permanecia lotado.
A fila levou o representante do Ministério dos Transportes, Luiz Eduardo Albanese, a Paranaguá. O superintendente do porto, Eduardo Requião, acusou multinacionais que operam no porto de utilizarem os caminhões como silos volantes. Segundo ele, empresas dão ordem de frete aos caminhões sem vender a carga. ''Assim não têm custos com a armazenagem dos produtos.''
Para acabar de vez com as filas, Eduardo sugeriu que os operadores portuários construam outro pátio de triagem para uso da iniciativa privada. O superintendente determinou que a partir de domingo, dia 1º de fevereiro, só pode se dirigir ao porto caminhões com carga já vendida.
O presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros, José Fonseca, estabeleceu um prazo até 25 de fevereiro para acabar com as filas no Porto de Paranguá. Segundo ele, se a categoria perceber que existem interesses econômicos em jogo, prejudicando o caminhoneiro, haverá mobilização da classe.

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