Fila da esperança
Uma fila gigantesca, formada por milhares de pessoas desempregadas, que disputavam uma das 350 vagas oferecidas pela rede de supermercados Festval, chamou atenção de quem circulava ontem pela Rua Mateus Leme, no Centro Cívico de Curitiba, e escancarou a face mais desoladora da crise: o desemprego.
Em todo o Paraná, 2.002 vagas com carteira assinada deixaram de existir no mês passado, que foi considerado o pior dos últimos 13 anos, conforme a série histórica do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Entre os candidatos a trabalhar no Festval, estava Maycon Douglas Cordeiro, 19 anos, interessado numa vaga de repositor. Ele está desempregado há dois meses e ontem enfrentava a fila embaixo da chuva. "Cheguei antes das 7 horas da manhã e vou ficar até ser atendido, mesmo que chova mais, porque preciso voltar a trabalhar. E as vagas estão bem difíceis de surgir", disse.
Segundo os recrutadores, as 350 vagas oferecidas estão divididas entre 15 funções que vão de estoquista e empacotador até fiscal de loja. A escolaridade exigida varia do ensino fundamental completo a ensino médio completo. "Infelizmente, vieram muitas pessoas sem a escolaridade necessária para o cargo que estavam se candidatando", afirmou o gerente-administrativo do supermercado, Júlio César Vicentini da Rosa.
Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), somente em abril, na Capital, foram fechadas 3.223 vagas
Os salários variam de R$ 1.180 a R$ 2.400 mais benefícios
O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional





