Os fundos cambiais são opção recomendada para quem acredita na possibilidade de desvalorização acentuada do real em relação ao dólar ou tem dívida corrigida pela moeda norte-americana. Embora a equipe econômica reitere constantemente que não pretende alterar a política cambial, se o ajuste fiscal não for bem-sucedido e os dólares continuarem a deixar o Brasil, a desvalorização pode acabar concretizando-se.
Mas quem optar por um fundo cambial precisa estar consciente de que, se não houver uma maxidesvalorização, terá deixado de ganhar um juro elevado na renda fixa. O diretor de Tesouraria do Banco BBA, Luiz Fernando Figueiredo, diz que um desses fundos rende 10% ao ano, além da correção do dólar efetuada pelo governo, na casa de 7,5% ao ano. Um CDB para quantias superiores a R$ 100 mil paga cerca de 30% ao ano.
Mesmo no caso de quem aposta em máxi ou tem dívida corrigida pelo dólar, os analistas lembram que se deve destinar apenas uma parte do patrimônio para os fundos cambiais. Já a compra de dólar no mercado paralelo não é indicada, uma vez que quem compra a moeda norte-americana em espécie não tem garantia de nenhum rendimento além da correção do dólar.
ConservadoresPara o investidor mais conservador, os fundos de renda fixa DI permanecem as opções mais indicadas, especialmente num momento instável como o atual. Além da segurança, essas aplicações pagam um rendimento elevado. Os fundos DI são os mais seguros porque estão atrelados à variação do CDI (título trocado entre bancos). Com isso, quem aplica em fundos DI fica protegido da oscilação das taxas de juros. As aplicações prefixadas tendem a ter melhor desempenho quando os juros estão em queda. No entanto, a rentabilidade de papéis prefixados já embute uma expectativa de recuo das taxas. Se os juros caírem menos do que o previsto no papel, os DI terão sido melhor opção. Mas o diretor do Banco BBA, Luiz Fernando Figueiredo, entende que, para quem tem condições de investir por prazos mais longos, pode ser interessante optar pelas prefixadas, uma vez que os juros hoje projetados nos contratos futuros de DI estão elevados.

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