A semana que se inicia, a última do mês, não acena com novidades. A expectativa do mercado financeiro é de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central confirme a tendência de recuo gradual dos juros definindo, na reunião do dia 28, uma Taxa Básica do Banco Central (TBC) ligeiramente inferior à de 1,78% de novembro. A aposta se concentra numa TBC entre 1,76% e 1,74% para dezembro.
A curva declinante dos juros nominais não tira ainda o apelo das aplicações de renda fixa, analisa o vice-presidente financeiro do Banco ABC Roma, Alfredo Morais. A sugestão dele são os fundos de investimento financeiro (FIFs) de 60 dias. A indicação leva em conta principalmente o início da vigência da Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF), previsto para 23 de janeiro.
A alíquota, de 0,20%, vai tributar todo dinheiro que sair de conta corrente, tornando contra-indicado, por exemplo, o CDB. O capital nele aplicado volta à conta corrente a cada renovação e ao sair, na reaplicação ou saque, paga o pedágio da CPMF. O dinheiro do fundo é tributado apenas se houver resgate. Morais prevê uma elevação dos juros em janeiro, mas não em nível suficiente para neutralizar o efeito do imposto.
A indefinição de tendência das Bolsas de Valores sugere que o momento não é de decisões para o investidor em ações. ‘‘Quem está na Bolsa deve permanecer e quem está fora deve aguardar e acompanhar a evolução do mercado’’, comenta. O vice-presidente financeiro do ABC Roma identifica dois focos de instabilidade nas Bolsas: o recrudescimento de resistência contra a privatização da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) e as incertezas com as contas externas, pelos seguidos déficits na balança comercial.

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