A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) também voltou a criticar a política econômica. De acordo com Paulo Skaf, presidente da entidade, os empresários não temem a saída de Palocci do governo. Até há pouco tempo, o ministro era visto no meio empresarial como o grande fiador do governo e, por isso, temia-se que sua saída provocasse uma crise de confiança na administração Lula. Agora, os empresários dizem que a política econômica independe de nomes.
''O Brasil é maior do que qualquer brasileiro. É possível mudar a política econômica com o mesmo ministro, assim como é possível não mudar a política mesmo mudando o ministro. O que precisamos é de uma redução mais acelerada dos juros, com a recuperação do câmbio, e de um choque de gestão para redução dos desperdícios nos gastos públicos''.
Para o presidente da Fiesp, é necessário ainda ampliar o Conselho Monetário Nacional (CMN), que define a política econômica a ser seguida. ''Vamos fechar o ano com crescimento de 3%, enquanto os países emergentes vão crescer de 7% a 8% e a Argentina, 9%. Precisamos crescer acima da média mundial, e de forma sustentável. (M.R./A.E.)

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