A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) suspendeu o anúncio de previsões sobre o desempenho do setor, após dois anos de avaliações ininterruptas. E não sabe quando voltará a fazê-lo. Segundo Clarice Messer, diretora da entidade, isso ocorre ‘‘única e exclusivamente por causa da crise energética’’.
Clarice diz que ‘‘não sabe o que pode acontecer daqui para a frente’’ e já verifica mudanças radicais no setor, o que dificulta o exercício de previsões sobre atividade industrial. Já ocorreu, por exemplo, um aumento – além do normal – nos estoques das empresas em maio, que está sendo chamado de ‘‘estoque preventivo’’.
‘‘A crise energética provocou uma ruptura nas nossas análises. Acabou, por exemplo, com a tendência de as empresas operarem com estoque planejado’’, afirma Clarice. ‘‘Quem estava com ociosidade partiu para a estocagem.’’ Isso ocorreu porque o programa de racionamento do governo obrigará uma redução do consumo industrial de energia entre 15% e 25%, dependendo do setor, a partir de junho. Logo, como ficarão sem luz e precisam entregar as encomendas, as empresas operaram com força total em maio. (AE)

mockup