Fiesp promete mover ação. CNI apresenta alternativa ao ministro
Os empresários reagiram negativamente à proposta do governo sobre a correção do FGTS e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) informou que não participará do esquema proposto. O presidente da Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp-Ciesp), Horácio Lafer Piva, disse que os empresários não vão aceitar, em hipótese nenhuma, a elevação da carga tributária para criar recursos para o pagamento do resíduo dos planos Bresser e Collor. Vamos ao Congresso e à Justiça, se necessário, mas não vamos concordar em ser cobrados por aquilo que não devemos. Piva disse que as empresas não podem ser chamadas a cobrir um rombo que não foi criado por elas, tampouco pelos trabalhadores, que também não podem ser prejudicados.
A nota da Fiesp lamentou a solução encontrada pelo governo para o reembolso do expurgo do FGTS. A nota, assinada por Piva, afirma que a entidade está convencida de que está em jogo a sobrevivência da produção no País, especialmente a da pequena e média indústria em mãos de brasileiros.
Os empresários da indústria paulista lamentaram a decisão do governo de elevar o valor das contribuições para o FGTS. A maior resistência é ao aumento da alíquota da contribuição mensal.
A Confederação Nacional das Indústrias (CNI) também não aceita arcar com a maior parte da conta do FGTS e ontem encaminhou ao ministro do Trabalho Francisco Dornelles e ao presidente Fernando Henrique Cardoso uma proposta. O dinheiro viria de aplicações dos recursos já existentes nas próprias contas do Fundo, segundo o vice-presidente da entidade e presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná, José Carlos Gomes Carvalho. (Colaborou Benê Bianchi)





