São Paulo - A indústria de transformação paulista vai perder R$ 1,294 bilhão por mês em capital de giro com o descasamento das operações de pagamento e recebimento, para valores acima de R$ 5 mil, do novo Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), que entra em vigor em 22 de abril. A estimativa é da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
O total da receita mensal da indústria de transformação paulista é de R$ 22,3 bilhões, divididos em R$ 13,7 bilhões das grandes empresas, R$ 5,3 bilhões das médias, R$ 1,9 bilhão das pequenas e R$ 1,4 bilhão das micros.
De acordo com o levantamento da Fiesp, o descasamento entre pagamento e recebimento provocará uma perda de R$ 991 milhões (7,2% da receita) em capital de giro nas grandes empresas. Nas médias, a perda será de R$ 242 milhões (4,5% da receita).
A Fiesp entende que o SPB é positivo para a indústria e para o País, diz Clarice. ‘‘Só precisamos acirrar a concorrência bancária para que os custos caiam e aumente o crédito’’, diz a diretora Clarice Messer. Segundo ela, as perdas da indústria de transformação paulista poderão ser repassadas ao consumidor final.
As estimativas da Fiesp foram feitas a partir de pesquisas respondidas por 1.024 indústrias, entre 14 a 22 de fevereiro deste ano. Cerca de seis em cada dez indústrias paulistas não sabem como funcionará o Sistema de Pagamentos Brasileiro. O resultado principal mostra que 57% das empresas não têm conhecimento de como utilizar o novo sistema.
O diretor de Política Monetária do Banco Central, Luiz Fernando Figueiredo, disse não ter ficado surpreso com o resultado da pesquisa da Fiesp.

mockup