Fiesp já fala em crescimento de 2,9% no ano
A indústria paulista vai crescer mais do que imaginava neste ano. Depois de anunciar que a atividade industrial não teria expansão superior a 2,5% falou-se até em menos de 2% a direção da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) espera que o crescimento no setor chegue a 2,9% em 2001.
''Achamos que a roda voltou a girar e penso que entraremos em 2002 com um cenário melhor do que o previsto'', disse Clarice Messer, diretora da Fiesp. Para 2002, a entidade estima que a produção industrial deverá sofrer aumento de até 3%. Entretanto, um dos obstáculos para o setor atingir essa taxa é a crise argentina, além da alta taxas de juros e da dificuldade de crédito.
A queda na renda do brasileiro também é um fator preocupante. O salário real médio, que crescia a taxas próximas a 8% em março, registrou forte queda na velocidade de expansão. Em novembro, houve crescimento de 4,2% no salário médio -a metade do registrado nove meses atrás. ''Não há sinais de que isso possa mudar em 2002'', disse Clarice.
Além disso, o total de pessoal ocupado na indústria tem caído: houve retração de 1,4% em novembro. Ontem, a Fiesp divulgou ainda o INA (Indicador do Nível de Atividade), que caiu 0,2% em novembro mês em que, historicamente, há quedas maiores. Isso porque as indústrias já produziram e entregaram as encomendas para final de ano e tendem a reduzir a atividade. ''Foi uma surpresa'', disse Clarice.





