São Paulo A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) considerou ''insuficiente'' a redução de 0,5 ponto percentual na taxa Selic, definida ontem pelo Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central. Foi a primeira vez, em 11 meses, que o Copom decidiu baixar a Selic, que caiu de 26,5% para 26% ao ano.
''Essa pequena queda é, no horizonte dos próximos meses, absolutamente insuficiente para resgatar a economia de sua trajetória descendente'', disse o presidente da Fiesp, Horacio Lafer Piva, por meio de nota oficial. O presidente da Fiesp se mostrou frustrado com a manutenção do depósito compulsório nos bancos.
Segundo ele, para que o ganho de confiança se traduza em mais gastos, é preciso desobstruir o canal do crédito. ''Sem isso, o alento para a atividade econômica será mínimo ou imperceptível. É por isso que esperávamos redução das alíquotas de recolhimento compulsório já nesta reunião do Copom.'' O presidente da Fiesp alertou ainda o BC sobre a necessidade de tomar suas decisões tomando como base um horizonte de 24 meses e não um horizonte de curto prazo.
''Ficar preso a uma visão de curto prazo é penalizar mais quem mobiliza o seu capital e pensa mais longe: o setor produtivo do nosso País'', afirmou Piva por meio da nota.

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