Fiesp apura sexta alta seguida
O nível de emprego industrial do Estado de São Paulo completou em junho seis meses de crescimento contínuo. A última vez que isso ocorreu foi em 1994, antes da edição do Plano Real. No semestre, a indústria paulista criou 14.687 postos de trabalho, uma recuperação de 0,92%. Em junho, na comparação com maio, o aumento foi de 0,16%, correspondente à criação de 2.549 empregos.
Mesmo com o bom resultado, o Estado ainda está longe do estoque de empregos no setor registrado em 1994. Em junho daquele ano, a indústria tinha 2,3 milhões de empregados. No mês passado, 1,6 milhão.
Mas a recuperação de vendas e de produção prossegue, segundo a diretora do Departamento de Pesquisas e Estatísticas Econômicas da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Clarice Seibel. Essa retomada, afirma, dá condições para que o emprego continue tendo um crescimento sustentável.
A recuperação do emprego tem sido gradual e em ritmo muito menos elevado do que o crescimento da produção e das vendas, mas está mostrando consistência, afirma. Num primeiro momento, segundo ela, os empresários tendem a manter quadros deprimidos, utilizando horas extras para aumentar a produção. Mas lentamente, conforme a recuperação da economia vai se mostrando mais sólida, o trabalho extraordinário vai sendo substituído por uma política de contratações.
Este ano, mais empregados estão fazendo horas extras. De acordo com dados da fundação Seade, citados pela empresária, no ano passado 40,8% dos funcionários da indústria trabalharam além da jornada legal (44 horas). Este ano, o porcentual subiu para 44%. Os dados são de abril.
Segundo a diretora da Fiesp, os ramos mecânico (máquinas) e metalúrgico respondem por 35% do PIB industrial paulista e são os que estão criando o grosso dos empregos este ano.





