Fiesp aponta emprego crescente
O nível de emprego na indústria paulista cresceu 0,22% em maio na comparação com abril. Este foi o melhor resultado mensal desde março de 1995, quando o emprego subiu 0,71%, e o quinto mês consecutivo de alta. Foram abertos 3.523 novos postos de trabalho. Neste ano, o nível de emprego já subiu 0,76%, o equivalente a 12.138 trabalhadores, também o melhor resultado no acumulado dos cinco primeiros meses do ano desde 1995.
Para a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), os números reforçam a tendência de lenta recuperação do emprego, verificada a partir de junho do ano passado. Segundo o diretor-adjunto do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon), Roberto Faldini, a redução do desemprego este ano ainda será discreta, mesmo com a expectativa de crescimento de 3% a 4% da atividade industrial paulista. Ele apontou a atual lei trabalhista como o principal entrave à retomada dos índices de ocupação. Temos a convicção de que, se não for feita uma revisão da legislação, a informalidade continuará a crescer, afirmou, reiterando que os custos de contratação inibem a ampliação do trabalho formal.
As contratações em maio foram puxadas pelos setores exportadores, como a indústria automobilística, de autopeças, têxtil e calçados, beneficiados pela desvalorização cambial do ano passado. E o setor de alimentos e bebidas foram os que apresentaram maior recuo no total de pessoal ocupado, em função de fatores sazonais e do clima frio, que teria afetado principalmente o consumo de bebidas. Dos 47 sindicatos pesquisados pela Fiesp, 28 apresentaram desempenho positivo do nível de emprego, 13 demitiram e 6 mantiveram seus quadros. As que mais contrataram foram as fábricas de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (4,95%), Relojoaria (2 49%) e Rações balanceadas (2,40%). As que mais demitiram foram Mármores e Granitos (-4,75%), Congelados (-4,10%) e Artefatos de papel, papelão e cortiça (-1,67%).





