Um grande evento, hoje, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), reunirá setores dos governos federal e estadual e um grupo de entidades empresariais num esforço para aumentar as exportações brasileiras. A Fiesp vai anunciar a formação do SP-EX, programa de exportações com ‘‘ações concretas’’. Segundo Horácio Lafer Piva, presidente da Fiesp, a ‘‘oportuniade existe e está à frente de todos’’. A desvalorização do real, comentou, abriu um espaço que tem de ser ocupado pelos empresários.
Estão envolvidos no programa o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Banco do Brasil, Receita Federal, Secretaria da Ciência e Tecnologia e Desenvolvimento Econômico, Secretaria de Agricultura, Nossa Caixa, Sebrae-SP, Apex, Federação da Agricultura, Febraban, Sociedade Rural Brasileira. O secretário de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico do Estado, José Aníbal, e Hélio Mattar, secretário de Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, estarão presentes.
No SP-EX estão depositadas as esperanças de boa parte do empresariado de aumentar a produção, recuperar parte da atividade perdida na recessão e o nível de emprego. Na reunião estará um representante da Apex, Agência de Promoção de Exportações, criada pelo governo para receber as propostas setoriais de exportação, administrar recursos, promover cursos e estimular a criação de consórcios de exportadores. Além de representantes do Ministério do Desenvolvimento, do BNDES e do BB e Receita Federal, o que significa forte aval do governo à iniciativa.
A inclusão de órgãos estaduais e das principais entidades empresariais vinculadas ao setor exportador, como a Associação das Empresas de Comércio Exterior do Brasil (AEB), da Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior (Funcex) demonstram uma poderosa união para concentrar esforços. A participação da principal entidade dos bancos, a Febraban, pode significar confiança do setor financeiro à proposta, que tem ainda o apoio das duas principais agremiações paulistas do setor agropecuário, SRB e FAESP.

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