Fiep quer qualificar 500 mil até 2014
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 09 de dezembro de 2011
Ricardo Maia <br> <br> Reportagem local 
A Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) está realizando uma série de visitas aos principais polos econômicos do Estado para conhecer as dificuldades dos municípios paranaenses. Ontem foi a vez de Londrina receber os representantes da entidade, cujo objetivo é traçar um plano estratégico para a atual gestão, iniciada no final de setembro.
O presidente da entidade, Edson Campagnolo, destacou que o plano da instituição é averiguar a situação econômica de cada região e traçar um plano de gestão voltado para a educação, por meio da formação técnica direcionada aos trabalhadores da indústria. ''O nosso foco é fortalecer a educação formando técnicos'', sublinhou o presidente.
Campagnolo destacou que durante anos o ensino técnico estadual ficou estagnado, mas pretende reverter esta situação. Segundo ele, a construção civil é a área que mais busca mão de obra especializada. Para dar conta desta e de outras demandas, o Sistema Fiep, que compreende instituições ligadas à indústria como também o Senai, deve realizar 201 mil capacitações profissionais. A meta, até 2014, segundo o presidente, é elevar esse número para 500 mil.
Para alcançar esse número, o sistema Senai estuda aumentar o volume de cursos. Marco Secco, diretor da entidade no Estado, anunciou que o plano do Senai para 2012 é alcançar a marca de 18 mil matrículas só em cursos de profissionalização técnica. No geral, incluindo os de graduação e pós-graduação, serão 280 mil matrículas.
Secco destacou que Londrina já é uma das beneficiadas. A partir do próximo ano, a unidade do Senai iniciará os cursos superiores de automação industrial e fabricação mecânica. Segundo o diretor da entidade, do total de 800 mil trabalhadores das indústrias do Paraná, cerca de 250 mil matrículas são realizadas todo ano no Sistema Senai.
A notícia faz eco às reivindicações de Londrina, de acordo com o coordenador da Fiep em Londrina, Clovis Coelho. Segundo ele, uma das demandas da cidade é justamente a petição de investimentos para a criação de cursos de formação profissional.
Custo Paraná
Os sucessivos aumentos nos valores dos pedágios e a elevada carga tributária exercida sobre a indústria vêm contribuindo para o aumento do ''custo Paraná'', segundo Campagnolo. Ele enfatizou que a solução para o problema seria uma reforma tributária. No entanto, o representante dos industriais paranaenses admitiu que esta é uma batalha difícil, porque a burocracia é elevada.
Questionado pela FOLHA sobre a perda de competitividade do Paraná na ''guerra'' fiscal com outros Estados, Campagnolo defendeu uma taxa única de impostos para todas as unidades da Federação para equilibrar o mercado. Isso incluiria ICMS, PIS e Confins. ''Precisamos mobilizar a sociedade para que faça pressão para viabilizar o processo de reforma tributária'', finalizou.



