Fiep propõe núcleo de estímulo à exportação
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quarta-feira, 26 de maio de 2004
Equipe da Folha 
Curitiba - Empresários paranaenses e representantes de entidades de classes pretendem formar um núcleo de estudo para buscar mecanismos de estímulo à exportação. A idéia é envolver, também, agentes do sistema financeiro, já que, no entendimento de membros do setor, uma das alternativas de alavancagem das vendas para o mercado externo pode ser a liberação de linhas de crédito mais acessíveis.
A proposta de criação do núcleo foi apresentada pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Rodrigo Rocha Loures, na abertura do 1º Seminário Estadual de Negócios Internacionais, ontem, em Curitiba. O evento, promovido pela Fiep em parceria com o Banco do Brasil, contou com a participação de aproximadamente 500 empresários.
A idéia é que o grupo funcione permanentemente, dando apoio ao setor produtivo, principalmente, às pequenas e médias empresas. ''Os mecanismos de alavancagem financeira ainda são escassos. O crédito para o desenvolvimento, inclusive de exportação, ainda é caro'', avaliou Rocha Loures. Ele acredita que o empresário brasileiro pode ser tão competitivo quanto os argentinos, chilenos ou europeus, mas precisa de condições para isso.
A Fiep, segundo Rocha Loures, já vem desenvolvendo ações no sentido de incentivar o empresariado a incorporar a cultura da exportação. ''A Fiep estimula a inovação gerencial e organizacional, o aprimoramento tecnológico de produtos, buscando ganho de qualidade, e a promoção comercial, com a inovação mercadológica dos produtos'', afirmou.
Atualmente, o parque industrial paranaense responde por US$ 30 bilhões do Produto Interno Bruto (PIB) e exporta 20% de sua produção, o que corresponde a 60% da pauta de exportações do Estado, que beira a 3 mil itens.


