Fiep obtém liminar contra greve do Ibama
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segunda-feira, 02 de julho de 2007
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), através de sua procuradoria jurídica, obteve deferimento de liminar em mandado de segurança coletivo impetrado contra a greve dos servidores do Ibama no Porto de Paranaguá. A liminar, concedida no dia 26 de junho, determina que o Ibama mantenha pelo menos 50% de seus servidores atuando no escritório de Paranaguá e concede um prazo de dois dias úteis para os despachos aduaneiros. A mesma medida prevê multa ao servidor responsável pela estrutura do órgão em Paranaguá em caso de descumprimento da determinação judicial.
De acordo com a procuradoria jurídica da Fiep, o mandado de segurança foi impetrado para atender a um pedido dos sindicatos empresariais que representam indústrias exportadoras e importadoras. ''A nossa ação atende especialmente um pedido das empresas do setor madeireiro que vinham sendo prejudicadas pela greve'', afirmou o procurador jurídico da Fiep, Marco Antonio Guimarães. Segundo ele, estas empresas exportam madeira e produtos derivados e também importam alguns insumos e componentes e a paralisação das mercadorias no Porto vinha causando prejuízos.
O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci), Antonio Rubens Camilotti, disse que apenas 15% das exportações do setor são realizadas pelo Porto de Paranaguá. Segundo ele, há três anos as indústrias começaram a migração para os Portos de Itajaí e São Francisco do Sul (ambos em Santa Catarina) em função dos problemas operacionais do porto paranaense. Segundo ele, nos portos catarinenses, a greve dos servidores do Ibama tem afetado menos as exportações.
Camilotti disse que o Brasil exporta US$ 2,7 bilhões em madeira por ano e o Paraná responde por 40% deste total.


