Arquivo FolhaCorte em massaCarvalho, da Fiep: ‘‘Há segmentos que cogitam demissões de até 40%’’ O presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), José Carlos Gomes Carvalho, envia nesta segunda-feira ao governo federal uma série de propostas que podem ‘‘minimizar’’ os efeitos da crise econômica. Entre as medidas estão a redução da alíquota do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) e a diminuição da contribuição de impostos federais que incidem sobre a folha de pagamento das empresas.
A redução do IOF seria de 15% para 6%, enquanto durasse o período de alta nas taxas de juros. O presidente da Fiep acredita que desta maneira, o empresário não sofreria tanto o impacto do pacote econômico. ‘‘A crise é mais longa do que pensávamos e por isso é necessário que haja uma cooperação tanto do empresariado quanto do governo’’, afirmou Carvalho.
Na avaliação do presidente da Fiep, reduzir o IOF representa diminuir os custos operacionais para as empresas. Se as indústrias conseguirem segurar as despesas, poderão evitar demissões e manter os patamares de vendas. O setor que mais sofrerá as consequências do pacote econômico deverá ser o de bens duráveis. ‘‘Há segmentos da indústria que já cogitam demissões de até 40%’’, afirmou Carvalho.
Uma segunda proposta é cortar em 50% as contribuições do PIS e do Cofins, que hoje pesam na folha de pagamento das empresas. Esta medida também é sugerida apenas enquanto estiverem em vigor as atuais taxas de juros. ‘‘O governo precisa entender que se não der sua parcela de contribuição vai gerar queda nas vendas e desemprego. Isso se reflete em queda de arrecadação tributária. No final das contas, o governo vai perder’’, declarou Carvalho.
A proposta da Federação das Indústrias do Estado do Paraná é ainda de que haja um esforço do governo federal e do Congresso para aprovar a reforma tributária. O presidente da entidade defende que o governo federal amplie o prazo de recolhimento dos tributos. ‘‘As datas que estão em vigor hoje são da época em que o País vivia com inflação galopante, que chegou a 80% ao mês. Agora, não justifica mais ter prazos tão restritos para pagar os tributos’’, afirmou. Além de encaminhar o conjunto de propostas ao governo federal, o presidente da Fiep afirmou que pretende mandar as medidas também ao governo do Estado.

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