Curitiba - A Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) lançou ontem, em Curitiba, a sétima edição da Agenda Legislativa da Indústria do Paraná. O objetivo é criar um diálogo aberto com os parlamentares paranaenses para aproximá-los do setor produtivo, para que os projetos discutidos por eles no legislativo federal e estadual, tenham impacto positivo no desenvolvimento econômico do Paraná. A publicação traz uma coletânea dos principais projetos de lei de interesse da indústria que tramitam no legislativo.
Os projetos de lei destacados na Agenda Legislativa 2011 estão divididos em áreas distintas, como assuntos econômicos, infraestrutura, meio ambiente, responsabilidade social, tributos, política social e questões institucionais. Ao lado de cada proposta, é mostrado se a posição da Fiep vai de acordo ou não com o que diz o texto.
De acordo com a avaliação da Fiep, dos 635 Projetos de Lei apresentados durante a legislatura de 2010, 166 têm impacto direto ao setor industrial. O vice-presidente da Fiep, Edson Campagnolo, disse que o assunto que mais preocupava na agenda deste ano era o aumento do salário mínimo regional que estava acima do reajuste do salário nacional. ''Neste caso, houve uma boa condução do assunto por parte dos deputados estaduais'', disse.
Outro projeto que é considerado importante pela Fiep é o que trata do incentivo à inovação e que poderia melhorar a competitividade da indústria. Além disso, a entidade defende que o Programa Paraná Competitivo incentive a manutenção das empresas já instaladas no Estado e não apenas oferecer benefícios aos novos grupos empresariais que entram no Paraná.
''Queremos o desenvolvimento industrial do Paraná'', disse Campagnolo. Ele lembrou que um dos projetos que fazia parte da agenda em anos anteriores era o fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) que realmente parou de ser cobrada.
Outro assunto que faz parte da pauta é a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. ''Essa lei tem que ser melhor discutida nas convenções coletivas de trabalho. Enquanto não vier a reforma trabalhista, não adianta fazer uma reforma como uma colcha de retalhos'', afirmou.
O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, deputado Valdir Rossoni (PSDB), disse que este diálogo é legítimo. ''Só podemos legislar quando conhecemos as demandas da sociedade'', afirmou.

mockup