Fiep discute rotas de desenvolvimento
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quinta-feira, 08 de maio de 2008
Rodrigo Lopes<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) começou a apresentar ontem a instituições de ensino superior do Estado os resultados da pesquisa ''Rotas Estratégicas para o Futuro da Indústria Paranaense''. Concluído no fim do ano passado, o levantamento aponta os setores mais promissores para a economia do Paraná nos próximos anos e traça uma série de ações que precisam ser adotadas para que esse potencial seja explorado com competitividade. A intenção da Fiep ao discutir os resultados com as universidades é oferecer subsídios para que possam definir cursos e pesquisas que se encaixem no perfil de cada setor ou região.
A pesquisa foi realizada pelos Observatórios Sesi/Senai/IEL, órgãos ligados à Fiep. Para obter os resultados, dados de um estudo sobre a economia paranaense foram cruzados com as principais tendências internacionais da indústria. ''Com isso, identificamos as tendências que vão impactar no Estado nos próximos anos'', explica a gerente dos Observatórios, Marília de Souza. Além disso, foram apontadas diversas ações que precisariam ser adotadas até 2015 para que as previsões se concretizem em seis setores diferentes: energia, indústria agroalimentar, produtos de consumo, microtecnologia, biotecnologia aplicada à indústria animal e biotecnologia aplicada às indústrias agrícola e florestal.
O estudo dividiu ainda o Estado em seis regiões, apontando os setores mais promissores em cada uma delas. A Região Metropolitana de Curitiba, por exemplo, teria potencial para crescer nos setores de microtecnologia e saúde. No Norte, os setores de produtos de consumo, biotecnologia, energia e saúde foram priorizados. Na região Noroeste, os destaques seriam microtecnologia e turismo. Nos Campos Gerais, papel, metal-mecânico e plástico. Na região Oeste, o turismo seria estratégico. E no Sudoeste, os produtos de consumo e microtecnologias.
Com os resultados consolidados, a Fiep começa a organizar uma série de encontros com instituições para apresentar a pesquisa. Segundo Marília, as universidades aparecem como essenciais nesse processo. ''Estamos mapeando as instituições para identificar se as atividades delas são condizentes com o que definimos nas rotas'', disse. Ontem, o primeiro encontro foi realizado em Curitiba, com representantes da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). Nos próximos meses, a Fiep deve organizar reuniões semelhantes com as principais universidades do Estado.


