Fiep defende reforma trabalhista
O vice-presidente e coordenador do Conselho de Relações do Trabalho da Federação da Indústria do Paraná (Fiep), Carlos Walter Martins Pedro, defende a necessidade de uma reforma trabalhista para reduzir o custo do trabalho. "A cultura do Brasil é de reclamatória e, somado com o fato de que demitir no Brasil custa caro, percebemos um aumento das ações trabalhistas", avalia.
Ele comenta que, por causa dos valores, muitas empresas estão deixando de pagar as verbas rescisórias e deixando que os empregados entrem com as reclamatórias trabalhistas. "Quem não tem crédito não paga e vai sofrer a ação trabalhista. Conheço empresas que enxugaram ativos para honrar os débitos trabalhistas. É uma situação em que você vai encolhendo e essas vagas não voltam mais", afirmou.
Nos últimos dois anos, segundo o vice-presidente da entidade, o empresariado vive um dilema, pois precisa cortar pessoal devido à queda na produção e na rentabilidade, mas a dispensa tem um custo muito alto. "É um momento delicado, em que temos uma espada sobre a cabeça. O empresário terá que indenizar 50% do Fundo de Garantida (10% para o governo e 40% para o empregado), ou seja, um funcionário de R$ 3 mil vai custar em torno de R$ 20 mil", comenta.
Ele enfatiza que é preciso uma reforma trabalhista para que o País não corra o risco de sofrer com a escassez de postos de trabalho. "Empregar é caro. E não é porque o trabalhador ganhe bem, mas porque o custo é alto. Corremos o risco de o empresário não querer mais contratar e investir em automatização." (A.M.P)





