Carmem Murara
As vendas na indústria paranaense durante o mês de maio apresentaram um aumento de 1,82% sobre o mês anterior, segundo os números divulgados ontem pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). O resultado positivo se refletiu em dez dos 18 gêneros industriais que são pesquisados todos os meses pela federação. As indústrias que mais aumentaram suas vendas foram a de matérias plásticas (21,3%), mobiliário (15,3%) e material elétrico e comunicações (6,4%). Sobre o mesmo período no ano anterior, tiveram queda que variou de 3% a 26%.
Entre os setores da indústria que tiveram os piores desempenhos está o editorial e gráfico com uma queda de 28,9% nas vendas e o setor têxtil com 15,9% de redução. Houve variação negativa ainda nos produtos farmacêuticos e veterinários, com 14,7%. Em relação ao ano passado, os números também se mostraram negativos, com exceção dos itens farmacêuticos (aumento de 13%).
Na média dos cinco primeiros meses do ano em relação ao ano passado, o que evidencia a crise econômica instalada, a indústria paranaense não teve o que comemorar. As vendas tiveram uma queda de 4,3% entre janeiro e maio sobre o mesmo período em 1998, que já foi considerado um ano fraco para a indústria.
Na questão de geração de emprego os cinco primeiros meses demostram que houve o fechamento de 3% das vagas oferecidas, mas em maio houve um resultado positivo de 0,6%. Isto representou a geração de 1,7 mil vagas na indústria. Os setores que mais estão empregando são o de matérias plásticas, produtos alimentares e mobiliário. A massa salarial teve um aumento de 0,4% e a capacidade instalada das fábricas está em média em 77%.
IPIA indústria de máquinas e equipamentos protocolou no Palácio do Planalto a entrega de uma carta ao Presidente Fernando Henrique Cardoso, em que solicita alíquota zero do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para a venda de seus produtos com maior poder de competitividade em relação aos estrangeiros. O pedido é de que a alíquota do IPI permaneça em zero até que seja votada a reforma tributária. A Abimaq representa mais de 4 mil empresas brasileiras.

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