São Paulo - Depois de fechar 2001 com lucro de R$ 225 milhões, a Fiat Automóveis vive um ano difícil no Brasil e deverá encerrar 2002 com um resultado bem menor. ''Fazer lucro não será fácil; devemos fechar no azul, mas num azul não muito forte'', disse o superintendente da montadora na América Latina, Alberto Ghiglieno.
O executivo não atribui a queda no lucro diretamente ao dólar, mas à própria retração total do mercado brasileiro de veículos. ''O problema é que a alta do dólar gera um clima de incerteza no consumidor'', explicou. Ghiglieno ressaltou, entretanto, que os investimentos estão mantidos, apesar da redução do mercado neste ano. Os recursos para o País no quinquênio 2001-2005 totalizam US$ 1 bilhão.
Para 2003, a Fiat trabalha com uma pequena ampliação - de 80 mil unidades - nas vendas totais dos segmentos de carros de passeios e comerciais leves, que devem fechar 2002 com 1,38 milhão de unidades comercializadas. A empresa espera também manter a participação de mercado entre 25% e 26%. De acordo com o diretor comercial da empresa, Lélio Ramos, a Fiat deve vender até o fim do ano 440 mil unidades, das quais 40 mil deverão ser exportadas.

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