Fiat planeja dobrar exportações em 97
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sábado, 15 de fevereiro de 1997
Maria Cristina Pfau<br> Sucursal de São Paulo 
Arquivo FolhaNovidadePalio modelo Week End, que será lançado no mercado este mês: membro da família 178, que substituirá a linha UnoA Fiat Automóveis pretende dobrar suas exportações este ano. Em 1996, elas foram de 100.290 unidades, que geraram US$ 330 milhões em divisas. O segredo deste desempenho são os investimentos e a inserção no mercado global, diz a assessoria da empresa.
Neste ano começam os resultados, em termos de comércio externo, da substituição da linha Uno pela linha Palio, ou Família 178, carro mundial fabricado apenas no Brasil e na Argentina. A partir destes dois países, a Fiat mundial exportará o carro para Europa, Ásia e América Latina.
Países da Comunidade Econômica Européia, que já são grandes consumidores dos comerciais leves da Fiat (Fiorino Pick Up, Fiorino Furgão e outros), devem responder por metade da expansão prevista para as exportações brasileiras deste ano. Comerciais leves também representam mais de 50% das exportações da Fiat.
Em segundo lugar deve vir o intercâmbio com a Argentina e, em seguida, mercados emergentes em aproximadamente 40 países. Ao mesmo tempo, a Fiat brasileira vai começar a exportar CKDs (carros desmontados) para as novas montadoras desta modalidade da empresa.
Estão em construção unidades do gênero na Turquia, Venezuela e na Polônia, enquanto na África do Sul e no Marrocos as fábricas de montagem estão na fase final de projeto, passando para a construção.
InvestimentosA adequação da empresa ao perfil de um fornecedor mundial envolve investimentos de U$ 2,5 bilhões, feitos de 1995 até 2000. A linha Palio terá cinco modelos. O primeiro deles é o Hatch, lançado em abril do ano passado. É um carro de dois volumes, o que significa espaços para passageiros e motor.
No próximo dia 21, a montadora lança em Fortaleza (CE) o station wagon da linha Palio, o Weekend. Em abril entrarão no mercado os sedãs, produzidos na fábrica argentina da Fiat que foi inaugurada em dezembro. Este será um veículo de três volumes (passageiros, motor e bagagem). Os dois últimos modelos Palio - um pick-up e um furgão - serão lançados somente em 1998.
Uma inovação futurista do Palio é o seu sistema on-line, pioneiro na indústria automobilística. O usuário escolhe na própria concessionária o sistema de opcionais do veículo. A Fiat Automóveis produziu ano passado 539.572 unidades, entre carros montados e desmontados (CDUs e CKDs).
MineirizaçãoOutro resultado que é Fiat está comemorando é o de seu Projeto de Mineirização, que consiste em atrair para o Estado de Minas Gerais os fornecedores de autopeças. Graças ao projeto, os grandes fornecedores, que eram 35 em 1989, agora são 77, respondendo por 60% do total das compras da Fiat.
O programa avançou substancialmente em 1996. Em 1995 eram 61 os fornecedores, responsáveis por 45,7% do total das compras. Até 1992, os fornecedores mineiros tinham criado 13 mil empregos. Desde então surgiram mais 11.673 vagas. A própria Fiat responde por 21.500 empregos diretos.
Os 42 fornecedores atraídos para o Estado com a mineirização tem um faturamento anual de quase US$ 1 bilhão, gerando US$ 300 milhões anuais para o Estado, US$ 160 milhões dos quais só em ICMS, informa Jonas Carvalho, diretor de Compras da Fiat e responsável pelo projeto.
Blindex, Cofap, 3M, Colauto, Delthi, Denso, Metagal e Microlite são algumas das empresas que foram para Minas. As empresas fizeram negociação caso a caso com o governo daquele Estado para a sua instalação.


