O diretor-superintendente da Fiat Automóveis, Giovanni Razelli, apóia a substituição do aumento da alíquota da Cofins por uma elevação no preço dos combustíveis. Ele destaca, porém, que qualquer uma das medidas trará um impacto negativo, prejudicando o setor. ‘‘O importante é que, qualquer que seja a medida, ela venha logo’’, disse, explicando que a velocidade de aprovação do programa de estabilidade fiscal pelo Congresso é fundamental.
‘‘Temos que conhecer as regras o mais rapidamente possível’’, afirmou Razelli, explicando que o prazo ideal seria a votação integral do programa até o final do próximo mês. Cada mês de demora na definição das regras prejudica a retomada do setor em três a quatro meses. A partir de uma perspectiva de votação no início de 1999, a Fiat projeta que o setor automobilístico reduzirá sua produção de veículos para 1,5 milhão no ano que vem.
Razelli disse não torcer ou esperar por modificações no programa enviado pelo governo ao Congresso. Se aprovado integralmente, ele projeta um aumento de 2,5% no preço final dos veículos. ‘‘Nossa torcida é para a votação da reforma fiscal. Sem ela, a economia brasileira funciona como se estivesse numa montanha-russa’’, comparou o diretor-superintendente da Fiat.
Até agora a Fiat não reviu e não pretende rever o investimento de US$ 500 milhões programado para 1999. ‘‘Estamos acreditando que esta é uma crise de curto prazo’’, disse, admitindo, no entanto, que a redução dos lucros torna mais difícil novos investimentos. O importante para ele é que o programa de estabilidade fiscal seja aprovado e adotado logo, para que o governo possa ainda no primeiro semestre do próximo ano estimular a retomada do crescimento econômico com medidas de estímulo à produção. Isso seria facilitado, embora não suficiente, com a aceleração do ritmo de queda das taxas de juros.

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