Fiat instala subsidiária no Estado
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terça-feira, 24 de março de 1998
Carmem Murara 
As montadoras que se instalam na região metropolitana de Curitiba fizeram com que o Grupo Fiat do Brasil se interessasse pelo Estado e abrisse uma filial da empresa Comau. Trata-se de uma subsidiária que presta serviços e fornece produtos para a indústria automotiva. A empresa montou todo o sistema de pintura automotiva para os carros da Renault e atenderá ainda a montadora Audi/Volkswagen. Há um contrato em andamento com a fábrica de motores da Chrysler/BMW, empresa que está se instalando em Campo Largo.
A Comau tem hoje empresas instaladas em São Bernardo do Campo (SP), onde atende a Volkswagen e a Mercedes Benz, e em Contagem (MG), onde fornece para a Fiat. A diretoria da empresa diz que a estratégia é se concentrar muito próxima às montadoras, que são os clientes em potencial.
A fábrica da Comau foi construída em novembro, em São José dos Pinhais, para atuar nas áreas de produção, montagem de linhas de pintura, movimentação e soldagem. Desde que começou a operar, a empresa já comprou cerca de R$ 20 milhões em peças para montar as estruturas de engenharia mecânica e automação para as montadoras. Deste total, 70% das peças foram adquiridas de empresas paranaenses. A maioria era produto comprado de metalurgia.
A Comau é considerada uma das líderes no segmento de produtos e serviços automobilísticos. A empresa tem um faturamento médio de US$ 1 bilhão por ano. A ampliação de sua atuação no País, no ano passado, representou um crescimento de 100% na aquisição de pedidos de fornecimento. A empresa tem 87 funcionários. Ela está no Brasil desde 1995. Os principais clientes são a Fiat Automóveis, General Motors, Ford, Aetha, Renault e Volkswagen.
PresidênciaA Fiat terá novo presidente no Brasil, a partir do dia 1º de maio. O cargo será preenchido pelo executivo Roberto Vedovato, advogado de 56 anos e natural de Veneza (Itália). Ele substitui Silvano Valentino.
Vedovato trabalha no Grupo Fiat desde 1973. Ele atuou nas áreas de Recursos Humanos da Teksid e foi vice-superintendente da Vertek, empresas do grupo. Desde novembro de 95, era diretor de Organização e Pessoal da Fiat do Brasil.


