Agência Folha
De Brasília
Os acionistas minoritários das operadoras de telefonia controladas pela empresa espanhola Telefónica S/A poderão deter até 20% da holding caso troquem todas as ações que possuem atualmente por papéis da multinacional. A previsão é do presidente da Telefónica S/A, Juan Villalonga, que ontem se encontrou com o presidente Fernando Henrique Cardoso e com os ministros Pimenta da Veiga (Comunicações) e Pedro Malan (Fazenda). Villalonga afirmou que, no período 1999/2001, o total de investimentos do grupo no Brasil será de R$ 12 bilhões. Os investimentos, segundo o empresário, serão feitos principalmente em infra-estrutura. Segundo Villalonga, os acionistas brasileiros das empresas Telefônica (ex-Telesp), Tele Sudeste Celular (Rio de Janeiro e Espírito Santo) e Tele Leste Celular (Bahia e Sergipe) – todas controladas pela Telefónica S/A – poderão deter até 14% da multinacional após trocarem suas ações. Os 6% restantes ficariam com os acionistas minoritários de operadoras na Argentina e no Peru.
Villalonga anunciou que a Telefónica irá emitir 922 milhões de ações para viabilizar a troca dos papéis em poder dos minoritários. Nas reuniões de ontem, Villalonga e outros executivos da Telefónica defenderam que os fundos de pensão das estatais brasileiras possam investir no exterior. Hoje, os fundos não podem realizar investimentos que representem saída de capital do Brasil. Questionado sobre a posição do governo brasileiro nessa questão,
Villalonga foi evasivo. Disse apenas que espera alterações na lei que possam ‘‘facilitar o investimentos desses fundos no exterior’’. No encontro com Pimenta da Veiga, Villalonga manifestou interesse na terceira banda de celular que está sendo criada no País, a chamada banda C.

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