FHC rebate as previsões pessimistas
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terça-feira, 03 de dezembro de 1996
Agencia Estado 
BRASÍLIA - O presidente Fernando Henrique Cardoso saiu ontem em defesa da política econômica do governo, rebateu críticas e garantiu que não haverá mudanças bruscas no cenário. O mundo de hoje não pode ser fechado. O Brasil não pode ficar fechado às importações. Vamos aumentar o mercado interno e as exportações, afirmou, durante solenidade em que a General Motors anunciou novos investimentos no País. Quem é míope só vê o momento. Não vê o processo. É muito fácil fazer críticas superficiais.
Essas críticas enchem as páginas dos jornais mas não enchem a barriga do povo, acusou o presidente, referindo-se aos opositores à sua política econômica. Nós estamos vivendo uma nova era. Na revolução industrial as pessoas quebravam as máquinas porque achavam que elas geravam desemprego. Alguns querem quebrar a máquina de novo, de outra maneira, porque acham que vai gerar desemprego também, comparou. Para ele, o que gera desemprego é a falta de dinamismo e da capacidade de redução do custo Brasil.
FHC reafirmou que o País não passa por uma recessão. Ao contrário das críticas, o Brasil não está vivendo recessão. Estamos apenas controlando o ritmo do crescimento para não causar danos à economia e manter a estabilidade da moeda, que é fundamental para a população.
Malan faz coro - O Brasil está entrando em uma nova fase do Plano Real, segundo o ministro da Fazenda, Pedro Malan. Para ele, o País está iniciando um novo ciclo de desenvolvimento econômico e social sustentado. Malan disse ontem, no Rio, que os indicadores sociais do IBGE e do Ipea mostram o crescimento do número de famílias que deixaram a linha de pobreza.
Para ele, essas pesquisas falam por si. O ministro creditou à inflação baixa durante os dois anos do Plano Real a entrada nessa nova fase. O passar do tempo se encarregará de mostrar o erro dessa crítica fácil que frequentemente nos é colocada, que o governo tem como único propósito o controle da inflação em detrimento de todos os demais.
Malan disse que o governo não vai abrir mão do combate à inflação e da tentativa de mantê-la a níveis civilizados, ou seja, 10% ao ano, por um período até onde a vista alcança. Segundo ele, a média dos quatro principais índices de inflação será de 10% ou mesmo ligeiramente abaixo.


