FHC quer maior participação do País no FMI e no G-8
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segunda-feira, 12 de novembro de 2001
Agência Estado<Br>De Nova York 
A demanda do Brasil por uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas ( ONU) tornou-se a principal alavanca da estratégia do presidente Fernando Henrique Cardoso de inserir o País nos foros de decisão internacionais. O foco dessa tática, entretanto, não está exatamente na conquista do posto fixo nesse conselho. Mas na maior participação brasileira nos organismos multelaterais de financiamento, como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial, e em um G-8, o grupo que reúne as sete nações mais ricas e a Rússia, ampliado com economias emergentes.
O presidente detalhou sua estratégia em uma conversa informal com assessores durante um coquetel oferecido pelo cônsul-geral do Brasil em Nova York, Flávio Perri. Em pé, na sala de jantar da residência, o presidente reconheceu que o assento permanente do Brasil no Conselho de Segurança da ONU teria um custo elevado e, portanto, incompatível com as restrições orçamentárias impostas pelo ajuste fiscal. Essa posição, por exemplo, significaria uma presença acentuada do País nas operações militares da ONU, como as forças de paz. Questionado sobre essa dificuldade, o presidente deu uma piscadela e concordou.
Logo em seguida, emendou que a participação mais ativa do Brasil nos foros econômico-financeiros internacionais tornou-se prioridade diplomática, assim como seu empenho para que o G-8 seja reformado, com a inclusão dos países emergentes.
Em relação aos organismos financeiros internacionais, o presidente mencionou que vem notando mudanças na orientação do FMI. No final de agosto, o presidente já havia disparado críticas à condução do FMI, particularmente à rigidez de sua metologia de cálculo das metas de ajuste fiscal que devem ser cumpridas pelos países a quem concede empréstimos, como é o caso do Brasil. Como alternativa, ele propôs que o Fundo passe a adotar os mesmos critérios previstos pelo Tratado de Maastricht, que rege o sistema financeiro União Européia. O Brasil, nos últimos, também vem defendendo o acesso a uma cota maior no FMI, que lhe garantiria maior peso nas decisões do Fundo.


