O Ministério da Agricultura prevê crescimento físico de 4% na produção de grãos para este ano e uma elevação real de 6% da renda agrícola. O ministro Marcus Vinícius Pratini de Moraes, ao anunciar os números, voltou a afirmar que o governo deve endurecer a sua política comercial, buscando reciprocidade maior de mercado, especialmente com Estados Unidos e Europa e disse que, com isso, no ano que vem, os resultados deverão ser bem melhores. ‘‘Só abriremos mercado se eles (referindo-se aos Estados Unidos) abrirem também’’, afirmou. ‘‘Nestas questões internacionais, especialmente em relação à agricultura, a postura dos nossos parceiros tem sido muito rigorosa, com muitas restrições’’, protestou.
Pratini acredita que o restabelecimento, até o fim do ano, das exportações de carne brasileira para os Estados Unidos seja um importante passo para o início da derrubada de barreiras comerciais. ‘‘A eliminação da febre aftosa no Sul foi importante para a negociação do retorno das vendas para o mercado norte-americano’’, afirmou. Ele previu um crescimento nas exportações de carne em geral (bovino, suíno e frango) entre 20% e 30% ao ano. ‘‘Nos próximos cinco anos, seremos o maior exportador de carne do mundo.
Atualmente, segundo o ministro, o Brasil é o segundo exportador de frango, perdendo apenas para os Estados Unidos, e o terceiro de carne bovina, atrás dos Estados Unidos e Austrália. Com relação à carne de porco, o País está muito mal posicionado no ranking mundial, devido aos problemas com a peste suína.

mockup