Os índices de contrabando e tráfico de drogas e armas na fronteira do Brasil e do Paraguai foram lembrados ontem pelo presidente Fernando Henrique Cardoso durante a cerimônia realizada nas instalações da Itaipu Binacional. O presidente reconheceu as dificuldades da Receita Federal e de órgãos de segurança em evitar os crimes na região da Ponte da Amizade, que liga Foz do Iguaçu a Ciudad del Este.
FHC destacou os esforços do governo federal para a eliminação de práticas ilícitas, frisando os avanços nas questões aduaneiras. Em 2001, lembrou, serão inaugurados três centros de controles integrados de fronteira: em Foz do Iguaçu/Ciudad del Este, Mundo Novo (MS)/Salto del Guairá e Ponta Porã (MS)/Pedro Juan Cabalero.
Segundo dossiê divulgado na semana passada pelo Unafisco (sindicato dos auditores e fiscais da Receita Federal), o País perde US$ 9,6 bilhões por ano em arrecadação por causa do contrabando em todo o território nacional.
‘‘Ninguém desconhece os problemas de fronteiras tão vivas e tão dinâmicas quanto as nossas. A integração aduneira permitirá um controle mais efetivo, assegurando maior agilidade e fluidez no fluxo das mercadorias’’, disse o presidente brasileiro.
O presidente do Paraguai, Luis Ángel Gonzáles Macchi, destacou que o acordo bilateral visa promover ‘‘tranquilidade na fronteira’’. Os dois presidentes presenciaram também a assinatura de um Acordo para a Proteção Ambiental e a Proteção do Complexo Ecológico e Turístico, além do intercambio de acordo sobre a atualização do valor dos ativos da Binacional Itaipu. Itaipu foi contruída após um acordo, em 73, entre os presidentes militares dos dois países, generais Alfredo Stroessner (Paraguai) e Ernesto Geisel (Brasil).(A.P. e France Presse)

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