FHC nega novo aumento da gasolina
PALAVRA DE PRESIDENTE FHC nega novo aumento da gasolina Presidente descarta reajuste neste semestre e diz que aumento do petróleo tem pouco reflexo para o País no curto prazo France PresseSOBE OU NÃO SOBE?FHC com o primeiro-ministro de Portugal, Antonio Guterres: Tomara que não seja necessário Agência Folha De Lisboa O presidente Fernando Henrique Cardoso disse ontem que não haverá novo aumento de gasolina neste semestre. Segundo ele, o reajuste recente nos preços dos combustíveis já contabiliza os problemas decorrentes dos constantes aumentos de petróleo no mercado internacional. Insistindo o tempo todo em dizer que não era especialista em assuntos do mercado de petróleo, FHC explicou que os aumentos diários têm pouco reflexo, a curto prazo, nos preços do produto comprado pelo País. O preço do barril de petróleo no mercado internacional pulou de US$ 10 em dezembro de 98 para até mais de US$ 30 nesta semana, o que eleva o custo de importação do produto. O Brasil é um grande comprador de petróleo e nós não compramos o petróleo do dia-a-dia, temos grandes contratos. O preço do nosso petróleo não é o preço anunciado dia-a-dia. Por causa disso, afirmou o presidente da República, os nossos cálculos sobre o custo do preço do petróleo já estão feitos e não estão baseados nessa flutuação. Já fizemos alguns ajustes no preço da gasolina e não há previsão no governo de se fazer um novo reajuste. Questionado sobre até quando dá para segurar o preço, FHC afirmou: Não é uma questão de segurar, nós não temos previsão para este semestre, não temos previsão. Esta afirmação foi dada durante uma entrevista coletiva, depois de um encontro com o presidente da República Portuguesa, Jorge Sampaio. Minutos depois, questionado sobre o assunto de forma mais específica, se o aumento não viria até junho ou nos próximos seis meses a contar de março, FHC acrescentou: Me referi ao primeiro semestre, o que não quer dizer que no segundo vai ter aumento. Pode ter, pode não ter, tomara que não seja necessário, afirmou. O último reajuste de combustíveis começou a vigorar em 1º de março. Nas refinarias, o aumento foi de 7%. O governo estimou que o aumento para os consumidores ficaria em 5% na média, mas em alguns Estados os preços subiram mais de 10%. A elevação do preço do petróleo no mercado internacional é um problema para o País porque a Petrobras importa atualmente cerca de 30% do total de petróleo que é consumido no Brasil. Desde o ano passado, os combustíveis já subiram 73%. Por determinação de FHC, o governo não repassou ao consumidor doméstico o aumento total dos custos de importação. Além de ser uma medida impopular, o repasse poderia comprometer a meta de inflação de 6% fixada para este ano. Os modelos econômicos com os quais o governo trabalha permitem prever o impacto direto do reajuste na inflação, mas não identificam o impacto indireto -reajuste de outros preços, por exemplo.





