O programa de emergência de oferta de energia não terá a finalidade de substituir a matriz energética hidráulica por uma matriz térmica. A informação foi dada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso durante reunião com integrantes do Conselho de Empresários da América Latina (Ceal). Ele informou ainda que as medidas que serão anunciadas na próxima quarta-feira serão compostas por projetos concretos, como as 26 usinas termelétricas.‘‘Não vamos ter mais termelétricas porque não vai ter gás suficiente’’, afirmou.
O ministro de Minas e Energia, José Jorge, confirmou que o programa emergencial de oferta de energia elétrica prevê a instalação de 26 usinas termelétricas no Brasil e outra na Bolívia. O programa inclui ainda 21 usinas hidrelétricas. Todos estes empreendimentos deverão entrar em operação até o final de 2003. Na área termelétrica, a geração prevista é de 10 mil megawatts médios. Nas hidrelétricas, haverá liberação adicional de 7 mil megawatts médios. O programa também prevê a importação adicional de 1,5 mil megawatts da Argentina.
O ministro informou ainda que a iniciativa privada será a principal responsável pelos investimentos. No âmbito do governo, está prevista a participação da Eletrobrás, da Petrobras e do BNDESPar. O BNDES será o principal agente financiador destas obras. O programa teve seu anúncio adiado mais uma vez.
Questionado sobre a participação mais ampla dos empresários na Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica (GCE), Fernando Henrique, informou que já existe um subgrupo, o de geração de energia, que faz a interface com os empresários. ‘‘Acho bom os empresários neste subgrupo, mas não no grupo geral. Duvido que os empresários queiram se comprometer com o grupo de racionamento’’, disse.

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