O presidente Fernando Henrique Cardoso negou ontem que o governo vá aumentar novamente os preços dos combustíveis. Questionado por jornalistas, ele fez um sinal de negativo com as mãos para descartar o reajuste, mas recusou-se a comentar a decisão da Opep de aumentar a produção diária de petróleo para segurar os preços internacionais. Colaboradores próximos ao presidente também mantiveram silêncio ao longo do dia sobre o assunto.
O ministro da Fazenda, Pedro Malan, foi muito prudente ontem ao comentar a decisão da Opep. Malan observou que a decisão da Opep foi positiva e que só seria motivo de preocupação se fosse em sentido oposto, ou seja, de restringir a oferta. ‘‘Mas ninguém pode estar tranquilo com o preço do petróleo acima de US$ 30 o barril’’, ressalvou o ministro, ao sair de um encontro com investidores internacionais no Rio.
Malan disse que é preciso aguardar o resultado do aumento da oferta sobre os preços do petróleo, ‘‘antes de tomar alguma decisão precipitada’’. Também disse que o governo não estava nem está discutindo um novo reajuste de combustíveis.

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