FHC muda lema. Agora, 'é exportar para viver'
O presidente Fernando Henrique Cardoso decidiu ontem alterar o lema ''exportar ou morrer'', cunhado por ele no mês passado, durante a posse do ministro do Desenvolvimento, Sérgio Amaral. Após visitar as obras do Porto do Pecém, a cerca de 60 quilômetros de Fortaleza (CE), Fernando Henrique disse que queria refazer a frase, pela qual foi criticado na época. ''Isto aqui é uma forma de exportar para viver. Não vamos morrer, vamos viver exportando'', afirmou ele.
Ao lado do governador do Ceará, Tasso Jereissati (PSDB), Fernando Henrique esteve no pier, a 1,8 quilômetro da costa, onde os navios atracarão para embarque e desembarque de cargas.
Durante a visita, Tasso oficializou a instalação, nas imediações do porto, de uma termoelétrica e quatro parques eólicos, para geração de eletricidade a partir do vento. Os empreendimentos elétricos são privados e começarão a operar no ano que vem. Juntos produzirão 316 Megawatts.
Previsto para ficar pronto em 1999, o Porto do Pecém sofreu atrasos por falta de repasses federais e deverá começar a operar em fevereiro. Segundo o secretário de Infra-Estrutura do Ceará, Francisco Maia Júnior, o custo da obra é de cerca de R$ 225 milhões, 90% sob responsabilidade da União.
Fernando Henrique destacou a profundidade do pier, de até 17 metros, o que coloca o Porto do Pecém entre os seis maiores do Brasil pela capacidade de receber navios de grande porte. ''Tivemos um salto muito grande em matéria portuária'', comemorou ele, elogiando a atual legislação do setor e informando que o movimento de carga nos portos brasileiros já chega a 450 milhões de toneladas.
O porto está localizado no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, entre os municípios de São Gonçalo do Amarante e Caucaia, na região metropolitana de Fortaleza. Tasso anunciou a intenção de dar ao complexo o nome do governador Mário Covas (PSDB), morto este ano. A proposta será enviada à Assembléia Legislativa do Ceará e ao Congresso, e já conta com o apoio de Fernando Henrique. Tasso destacou que Covas deixou a ''marca da ética e da correção''.





