FHC inaugura hoje fábrica em Piên
O presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, o governador Jaime Lerner e o presidente mundial do grupo Sonae, Belmiro Azevedo, inauguram hoje às 11h15 a fábrica da Tafisa, no município de Piên (a 80 km de Curitiba). O grupo português controla a Tafisa do Brasil e as redes de supermercados Big, Mercadorama, Cândia, Real e Extra Econômico.
Belmiro Azevedo afirmou ontem em Curitiba que o volume de investimentos no País será mantido apesar da mudança na política econômica nacional. Azevedo, que está no Paraná para inaugurar a primeira fábrica que produzirá aglomerados de madeira, no município de Piên, disse que a Sonae negocia a aquisição de outras sete empresas do setor supermercadista, entre elas a rede paranaense Coletão. Parte do investimento brasileiro virá de um aumento de capital de US$ 50 milhões da Sonae em Portugal.
Azevedo ressaltou que o grupo ainda está otimista com relação à economia nacional, mas não deixou de enfatizar que há uma preocupação por causa da desvalorização da moeda. A estratégia da Tafisa e da Sonae é trabalhar só com capital próprio.
A preocupação do grupo é quanto ao futuro do Mercosul após a mudança na política cambial do Brasil, principalmente no caso da Tafisa. A empresa exportará parte da produção de painéis de madeira e aglomerados para a Argentina. Azevedo disse que o momento é de excesso de incerteza na macroeconomia. Ele teme que uma recessão no País aumente as taxas de desemprego e as vendas diminuam tanto na indústria Tafisa quanto nas redes de supermercados.
A Sonae está presente no País com 100% do capital desde 1994, quando foi lançado o Plano Real. Em 1989, o grupo estava pronto para investir mas recuou diante do Plano Collor, disse o presidente do Conselho Administrativo da Sonae no Brasil, Jaime Teixeira. Se tivéssemos nos programado agora, iríamos recuar de novo.Divulgação e Kraw PenasNovo nichoFábrica da Tafisa em Piên marca a entrada do grupo português Sonae na produção de derivados de madeira no Brasil. Abaixo, o presidente mundial da empresa, Belmiro Azevedo, para quem o momento é de excesso de incerteza na macroeconomiaCarmem Murara





