O presidente Eduardo Duhalde esperava ontem o colega brasileiro Fernando Henrique Cardoso, na véspera da reunião de cúpula do Mercosul, com a esperança de que se converta em pilar do apoio externo ao país ante a pior crise enfrentada pela Argentina nas últimas décadas.
Duhalde quer solidificar as relações entre os principais parceiros do Mercosul e busca em Cardoso um sustentáculo de peso que contribua para romper a desconfiança em relação à Argentina por parte do mercado internacional e dos investidores estrangeiros.
FHC chegaria ontem às 19H30 locais à área militar do aeroporto da capital, onde será recebido por Duhalde com quem jantará na quinta oficial de Olivos (periferia norte).
Em gesto pouco habitual, Cardoso pernoitará na residência presidencial, onde hoje participará da reunião de cúpula com os demais presidentes dos países membros do Mercosul (Paraguai e Uruguai) e os associados, Bolívia e Chile.
‘‘Buscaremos mercados conjuntos’’ a partir de missões comerciais bilaterais com o objetivo de ‘‘impor’’ as exportações da região, disse Duhalde.
Na opinião do presidente brasileiro, ‘‘a Argentina é o principal parceiro do Brasil na América do Sul – parceiro estratégico no comércio bilateral, na construção do Mercosul e na defesa da democracia. Temos sido e seremos solidários com a Argentina por palavras e atos concretos.’’

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