FHC diz que juro cairá a 7% ao ano
Agência Estado
O presidente Fernando Henrique Cardoso garantiu ontem que o governo continuará reduzindo as taxas de juros, com a meta de alcançar, quando o País estiver estabililizado, ‘‘taxas de primeiro mundo, entre 6% e 7%’’. Mas garantiu que o ritmo da redução das taxas não depende diretamente dele, ‘‘nem de uma decisão política, mas do mercado.’’ Fernando Henrique não quis confirmar as declarações do diretor de Política Monetária, Francisco Lopes, de que as taxas, de agora em diante, cairão mais lentamente.
‘‘Isto está afeito ao pessoal do Banco Central’’, comentou. ‘‘Temos que olhar a situação internacional, o câmbio, o que eles chamam de cupom cambial’’, listou o presidente. Cupom cambial é a remuneração obtida pelos investidores estrangeiros, depois de descontados os custos de aplicação no País, como os impostos, a desvalorização do câmbio e a taxa de risco correspondente ao Brasil. ‘‘Não quero antecipar se vai mais depressa ou mais devagar’’, desconversou.
As declarações do presidente foram feitas em Madri, após participar de uma reunião de trabalho seguida de almoço com o primeiro-ministro espanhol José Maria Aznar. O ministro da Fazenda, Pedro Malan, integrante da comitiva, sorriu quando tentaram obter dele maiores detalhes sobre o destino dos juros, e repetiu o bordão que vem usando nos últimos dias: ‘‘Só posso dizer uma coisa: aguardem a reunião do Copom, que será no dia 20 de maio’’.

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