BRASÍLIA - O porta-voz da Presidência, Sergio Amaral, disse ontem que o governo vai cumprir a promessa de dobrar o salário mínimo até o fim do mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso. Em sua campanha, FHC disse que dobraria o salário mínimo de R$ 65 até o fim do governo. Amaral disse que, na época, a cesta básica custava R$ 106. Hoje, segundo ele, ela custa R$ 114, contra um mínimo de R$ 112. Segundo Amaral, o governo levou em conta dois fatores: a manutenção do crescimento do poder de compra do trabalhador e o impacto do aumento nas contas da Previdência Social, Estados e prefeituras.
O aumento de 7,14% anunciado ontem indica que o governo prevê uma inflação abaixo desse índice de maio de 1997 a abril de 1998. Hoje, a legislação
não fixa nenhuma regra nem data para reajuste do salário mínimo. Se confirmada uma inflação abaixo de 7,14% nos próximos 12 meses, o reajuste de 16,67% necessário para elevar o mínimo para R$ 140 em 1998 geraria um ganho real (acima da inflação) de 8,89%. Desde janeiro de 1995, quando FHC tomou posse, o salário mínimo foi reajustado três vezes, contando com o de hoje.
Primeiro, passou de R$ 70 para R$ 100 em maio de 1995. Isto é, teve um aumento de 42,86%. No ano passado, o reajuste ficou em 12%. Ou seja, o salário mínimo passou para os atuais R$ 112. De janeiro de 1995 até hoje, o reajuste acumulado do mínimo ficou em 71,43%. (Agência Folha)

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