FHC diz que divergências não passam de 'retóricas'
Agência Folha
De Brasília
O porta-voz da Presidência, Georges LamaziSre, afirmou ontem que o presidente Fernando Henrique Cardoso (foto) qualificou de retóricas essas diferenças de ênfase dos ministros Pedro Malan e Clóvis Carvalho. Quem define as diretrizes do governo é o presidente da República. Não há divergências na equipe ministerial, porque o presidente não as permitiria, disse.
Se há diferenças de ênfase, mais retóricas do que substantivas, isso em nada altera essas diretrizes. O presidente não precisa repetir que o ministro Pedro Malan conta com seu apoio integral. Retórica é justamente a arte da eloquência, da oratória, refere-se ao estilo de apresentar uma coisa, aí não há nada maior sobre política econômica, nenhuma especificidade técnica, prosseguiu. Segundo LamaziSre, FHC deu tão pouca importância ao episódio que esteve com ambos durante o almoço e não tocou no assunto.
Questionado se o presidente não adotaria uma atitude mais enérgica para evitar a continuidade de divergências públicas entre os ministros, LamaziSre afirmou que essa atitude é bastante enérgica, de reiterar que as diretrizes do governo são definidas por ele. Questionado sobre as consequências desse tipo de divergência, como instabilidade do mercado financeiro e alta do dólar, LamaziSre respondeu que a instabilidade a que você se refere será diminuída depois deste briefing (entrevista), porque ele (FHC) foi bastante claro.





