FHC diz que ''99 foi um ano de privações'
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terça-feira, 04 de julho de 2000
Agência Estado De Brasília 
No seu programa semanal de rádio, transmitido todas às terças-feiras, o presidente Fernando Henrique Cardoso destacou o sétimo ano do Real, o crescimento da economia e a oferta de empregos. Ele admitiu que, assim como a sociedade que cobra do governo o crescimento, ele também faz cobranças dos ministros, dos auxiliares da equipe econômica e até de si mesmo. Quanto a oferta de empregos, o setor da construção civil, um dos principais termômetros da economia está, segundo o presidente, em plena atividade.
Ele citou como exemplo os dados do IBGE que registraram no período de maio do ano passado a maio deste ano, a criação de mais de 800 mil novos empregos nas seis principais capitais do País: São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador e Recife. É importante que a gente saiba que só a estabilidade econômica nos conduzirá ao crescimento permanente, sem retrocesso, ressaltou o presidente. As tentativas de projetos de desenvolvimento com inflação sempre levaram o País a grandes instabilidades e ao desemprego, acrescentou.
FHC disse também, no seu programa semanal de rádio, que não vacilou mesmo sabendo que arcaria com o ônus da responsabilidade ao alterar a política cambial, para evitar o fim da estabilidade econômica. Noventa e nove foi um ano de grandes privações para todos os brasileiros mas, aos poucos, até os mais céticos estão recuperando a crença na capacidade que o nosso País tem para vencer as dificuldades, afirmou. O presidente destacou ainda os investimentos na área social e o cuidado na distribuição dos recursos para evitar a fraude e os desvios. Ele comemorou os dados relativos à educação (aumento das matrículas no ensino universitário e a elevação dos pontos do Brasil na lista dos países em desenvolvimento) e assegurou que há recursos para acelerar a reforma agrária.
Eu tenho sido cauteloso em comemorar os feitos do plano de estabilidade, o nosso Real, disse o presidente, que agradeceu a boa vontade dos brasileiros de aguardar pacientemente os resultados da política econômica. É com muita fé na obstinação do povo brasileiro para enfrentar problemas que eu dou a minha palavra neste sexto aniversário do Real: nosso crescimento econômico vai se acelerando pouco a pouco, mas de forma definitiva.


