O presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu ontem os direitos humanos no dia em que o governo britânico decidiu abrir o processo de extradição do ex-presidente chileno Augusto Pinochet . ‘‘Os princípios da liberdade não podem esperar. Em especial, naquilo que depende das autoridades públicas, há imperativos que podem e devem realizar-se plenamente hoje no momento presente, apesar de todas as imperfeições de nosso modo de organização social. Dão o sentido de urgência que sempre se impôs à comunidade internacional nos esforços para a erradicação de práticas como a tortura, todas as formas de violência contra a integridade do indivíduo, os desaparecimentos forçados ou involuntários e, de maneira geral, o arbítrio no exercício da autoridade pública’’.
Fernando Henrique leu o discurso durante cerimônia em comemoração à Proclamação do Cinquentenário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, diante dos presidentes do Chile, Eduardo Frei - que assistiu impassível; da Bolívia, Hugo Banzer; do Paraguai, Raul Cubás; e do Uruguai, Julio Maria Sanguinetti. O presidente argentino Carlos Menen não compareceu à cerimônia. Os presidentes estão reunidos no Rio para a 15ª Reunião de Cúpula do Mercosul.

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