FHC decide adiar sanção do projeto que corrige o IR
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quinta-feira, 20 de dezembro de 2001
Agência Folha<br>De Brasília 
Irritado com a manobra da oposição de atrelar a aprovação do orçamento de 2002 a um salário mínimo de R$ 220 em vez de R$ 200, como queria o governo , o presidente Fernando Henrique decidiu adiar a sanção do projeto que reajustava em 17,5% a tabela do Imposto de Renda Pessoa Física. ''O presidente pode sancionar até o dia oito de janeiro'', desabafou o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Arthur Virgílio, que sugeriu ao Congresso que promova auto-convocação, sem ônus para o Tesouro, entre 21 e 29 de dezembro, para que o Orçamento possa ser aprovado este ano.
''Mas se é para condicionar o salário mínimo de R$ 220, então não vota (o Orçamento) e assume a responsabilidade'', disse Virgílio, advertindo que o presidente Fernando Henrique Cardoso não fará convocação extraordinária do Congresso. ''Neste caso, prosseguiu o ministro, todos vão descansar e vamos governar o País com os instrumentos legais que temos até fevereiro, quando os trabalhos recomeçam no Congresso.'' Ele se referia ao instrumento legal que permite quando não há orçamento aprovado a liberação pelo governo, a cada mês, de 1/12 avos do valor global para cada ministério trabalhar.


