Cláudia Lopes
De Londrina
Os projetos das quatro usinas termoelétricas dos municípios paranaenses de Araucária, Pitanga, São Mateus do Sul e Figueira serão formalizados hoje, em Brasília, durante o lançamento do programa de geração termoelétrica do Ministério das Minas e Energia.
O lançamento será feito pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, que estará apresentando as 40 usinas consideradas ‘‘emergenciais’’. O presidente da Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel), Ingo Hubert, assinará, na solenidade, o compromisso de adesão ao programa.
A termoelétrica do Norte do Paraná não faz parte do programa mas deve ser contemplada com o pacote de incentivos do governo federal, segundo o assistente da superintendência de geração da Copel, Edilson Matos Novak.
Além de uma linha especial de financiamento do BNDES, a Eletrobras deve firmar um acordo comprometendo-se a comprar a energia excedente das termoelétricas, garantindo receita aos empreendedores. O programa do governo visa aumentar a geração de energia termoelétrica no País. Atualmente, mais de 90% da energia elétrica brasileira é gerada em usinas hidroelétricas.
Serão oficializadas hoje as usinas ‘‘emergenciais’’, com condições de entrar em operação nos próximos três anos. Na cerimônia, vão ser apresentados os estudos preliminares de viabilidade dos empreendimentos, que utilizarão gás natural, carvão mineral e xisto. Os estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental da usina do Norte do Paraná estão em andamento e devem ser concluídos em dois meses.
O município da região Norte onde será instalada a termoelétrica ainda não foi escolhido. ‘‘Estamos analisando as condições de solo, disponibilidade de água e a proximidade da rede de alta tensão da Copel’’, explicou Novak. A Companhia estuda áreas em Londrina, Maringá, Apucarana e outros oito municípios.
A termoelétrica do Norte do Estado vai alavancar o gasoduto na região, através de uma demanda diária de 2 milhões de metros cúbicos de gás. ‘‘Também estamos esperando que a Compagás defina qual fonte levará o gás para o Norte. Depois, então, defineremos a cidade que vai abrigar a termoelétrica, obrigatoriamente uma das 11 que compõem o traçado da rede de distribuição do gás na região’’, disse Novak.
Com 480 megawatts, a termoelétrica do Norte deve começar a ser construída no próximo ano. O prazo de conclusão da obra é de 26 meses. O investimento, de US$ 300 milhões, será feito por um grupo de empreendedores formados pela Copel, Pan American, Teig e Inepar.
Durante a construção, cada usina paranaense vai gerar entre 1 mil e 1,5 mil empregos. Depois de concluídas, as termoétricas vão empregar de 30 a 60 pessoas diretamente. As vantagens das usinas termoelétricas em relação às hidroelétricas é que, pela proximidade dos centros de consumo, reduzem o investimento no sistema de transmissão. São, também, mais confiáveis. ‘‘Redes pequenas diminuem o risco de apagão’’, completou Novak.

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