O presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou ontem que o governo vai ‘‘declarar guerra’’ ao desemprego na reunião ministerial de sexta-feira. ‘‘É para declarar guerra ao desemprego que reúno a minha equipe de governo.’’ FHC disse que quer o governo como um todo - ‘‘desde o ministro até o técnico’’ - está preocupado e empenhado em resolver a questão do desemprego no país.
O presidente, porém, não anunciou novas iniciativas ou projetos. Disse apenas que os ministros terão de analisar profundamente todos os programas voltados para a geração de emprego. A declaração de guerra ao desemprego foi anunciada durante o programa semanal de rádio ‘‘Palavra do Presidente’’.
FHC afirmou que é necessário aperfeiçoar vários programas sociais, como o Proger (Programa de Geração de Emprego e Renda), o Proemprego, o Pronaf (Programa Nacional de Agricultura Familiar) e o Programa de Qualificação e Requalificação Profissional.
Segundo o presidente, o desemprego pode ser enfrentado apenas de duas formas: por meio do desenvolvimento e pela melhoria da educação. FHC disse que a legislação trabalhista está sendo mudada e que o governo vai continuar promovendo alterações. Citou a criação do contrato de trabalho por tempo determinado.
Segundo ele, o pacote fiscal do ano passado adotou ‘‘medidas amargas’’ para que a crise dos países asiáticos não atingisse a economia brasileira. Disse que, em decorrência dessas medidas, os juros foram aumentados e depois reduzidos.
FHC omitiu o fato de que os juros ainda não chegaram aos níveis praticados antes da crise asiática. A TBC (Taxa Básica do Banco Central) está em 28% ao ano. Até 30 de outubro de 97, estava em 20,7% anuais. ‘‘Os efeitos dessa redução dos juros demoram um pouco, mas também se refletirão na economia, estimulando o empresário a investir mais e, portanto, a empregar mais’’, afirmou.

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