FHC acompanhará leilão de onde estiver, diz Amaral
Arquivo Folha O porta-voz da Presidência da República, embaixador Sérgio Amaral, disse ontem que o presidente Fernando Henrique Cardoso (foto)vai acompanhar hoje o leilão da Telebrás onde estiver, no Alvorada ou no Planalto. Ainda conforme o porta-voz, o presidente vê com naturalidade as ações movidas por grupos ou sindicatos contra o leilão, mas considera lamentável que esses grupos e sindicatos usem a Justiça como recurso para fazer atos políticos, que usem a Justiça com motivação política.
Ele recordou que o mesmo ocorreu quando de privatizações anteriores, mas previu que essas ações não vão ter consequências, porque a privatização está sendo feita com transparência e dentro dos preceitos legais e objetivos positivos.
O porta-voz lamentou, ainda, o que qualificou como a sabotagem ocorrida em Santa Catarina, onde instalações da Telebrás foram danificadas, e disse que esse tipo de ação não condiz com a índole da população brasileira. Ele assegurou, entretanto, que o leilão vai ser realizado, adiantando que todas as medidas judiciais estão sendo tomadas para viabilizar a privatização da estatal.
Cada vez mais, o MST se comporta como um grupo de assaltantes comuns. Foi o que disse Amaral, ao informar que o presidente Fernando Henrique Cardoso considera lamentável a atitude do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) de invadir o edifício-sede do BNDES, no Rio de Janeiro.
MinistroO ministro das Comunicações, Luiz Carlos Mendonça de Barros, e o advogado-geral da União, Geraldo Quintão, deverão acompanhar juntos o andamento do leilão do sistema Telebrás no gabinete de Mendonça de Barros, no oitavo andar da sede do Ministério das Comunicações, em Brasília, de acordo com informações prestadas por assessores próximos. Eles ficarão sabendo de todos os acontecimentos na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro por meio de computadores ligados à Internet.
A Embratel transmitirá ao vivo, pela Internet, a sua própria privatização e a das outras 11 empresas do sistema Telebrás.
O Quartel General dos advogados do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Telebrás e da Advocacia-Geral da União (AGU), que emitirão as orientações para todo o Brasil na batalha das liminares, ficará em outro local. A centralização será feita pela Procuradoria Geral da União, órgão da AGU encarregado de fazer a interface com os tribunais, disse ontem uma fonte do Palácio do Planalto que preferiu não ser identificada. A mesma fonte acrescentou que dependem exclusivamente da iniciativa do advogado-geral da União as ações movidas junto ao Supremo Tribunal Federal (AE).





