FH e de La Rúa querem reforçar Mercosul
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sexta-feira, 20 de abril de 2001
France PresseDe Quebec 
O presidente, Fernando Henrique Cardoso, e seu colega argentino, Fernando de la Rúa, expressaram ontem a vontade de reforçar o Mercosul, para negociarem a Alca unidos, depois de um café da manhã de trabalho, celebrado à margem da 3ª Reunião de Cúpula das Américas, que foi aberta ontem em Quebec, no Canadá. O encontro termina amanhã.
Em uma rápida entrevista coletiva conjunta, no Castelo Frontenac, onde De la Rúa está hospedado, os chefes de Estado tentaram acabar com os rumores que apontam a existência de dificuldades entre ambos, por causa das medidas alfandegárias adotadas recentemente pela Argentina e das polêmicas declarações contra o Mercosul do ministro da Economia argentino, Domingo Cavallo.
Durante o café da manhã, que durou uma hora, conversamos sobre muitos temas, incluindo esse (as declarações de Cavallo), para afirmar o objetivo de chegar à Área de Livre Comercio das Américas (Alca) através do Mercosul, disse FHC.
Não há nenhum conflito no bloco. Ficou clara a vontade de fortalecer o Mercosul, e por isto Cavallo foi a São Paulo esta semana, disse por outro lado De la Rúa. Cavallo foi a São Paulo justamente para esclarecer esse problema. Se houve alguma palavra mal empregada não importa. Até junho (quando se realiza a próxima reunião do bloco regional) temos tempo para avançar, precisou.
Sem avanços Com as relações entre o Brasil e o Canadá seriamente estremecidas pela disputa em torno dos subsídios às exportações dos aviões da Embraer e da Bombardier e o episódio da vaca louca, o presidente Fernando Henrique e o primeiro-ministro do Canadá, Jéan Chretien, encontraram-se anteontem à noite, por iniciativa canadense. A conversa durou mais do que a meia hora prevista, mas não produziu nenhum resultado além de quebrar o gelo que paralisava o diálogo desde fevereiro, quando Canadá proibiu as importações de carne do Brasil, alegando existir um risco téorico de presença da doença da vaca louca no rebanho bovino brasileiro.
Numa indicação de que a reconstrução do relacionamento entre os dois países demandará tempo e muito esforço, fontes oficiais dos dois países destoaram ao descrever o encontro. Diplomatas canadenses disseram que a conversa durou 55 minutos e foi muito positiva. Um diplomata brasileiro disse: A conversa durou 40 minutos e foi, de fato, muito positiva, porque os problemas bilaterais não foram tratados.


