FH anuncia 12 ações contra desemprego
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sexta-feira, 13 de março de 1998
Agência Folha 
Ed Ferreira/AE
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Sem gastosFernando Henrique com sua equipe de governo durante reunião para discutir o desemprego: nenhuma medida prevê novos investimentos O governo definiu 12 diretrizes para tentar reverter a tendência de crescimento do desemprego no segundo trimestre deste ano. Entre elas não há nenhuma medida nova que trate de investimento ou acréscimo de recursos. Algumas propostas anunciadas já vinham sendo adotadas pelo governo. A intenção agora, disse o porta-voz da Presidência, Sergio Amaral, é mobilizar todo o governo para promover a geração de emprego.
Esta, aliás, foi a primeira instrução anunciada por Amaral, que apresentou um relato da reunião ministerial sobre o desemprego, realizada ontem. Segundo o porta-voz, o presidente Fernando Henrique Cardoso quer que todos os ministros tenham uma atuação integrada para que as ações tenham maior efeito. Nós estamos no rumo certo, mas não podemos ignorar a situação dos que estão desempregados ou que temem perder o emprego, disse Sergio Amaral.
Entre as propostas estão ainda a avaliação dos programas dirigidos à qualificação profissional para ver se estão sendo bem-sucedidos. Esta medida, por exemplo, já estava em execução.
A Secretaria de Formação Profissional do Ministério do Trabalho fez um convênio com a Unitrabalho - entidade que presta consultoria na área - para analisar os resultados dos cursos de treinamento e requalificação. A Unitrabalho já apresentou os dados de 1996 e está fechando as informações sobre 1997. Além disso, o próprio ministério contratou uma avaliação externa sobre a qualidade das aulas.
O governo vai também determinar ao IBGE que identifique as áreas críticas do desemprego no País. Isso porque o instituto pesquisa a taxa de emprego apenas em seis regiões metropolitanas. A intenção é verificar a situação dos outros Estados e também mapear a questão do emprego no interior.
Outra instrução dada à equipe por FHC é a articulação entre o pagamento do seguro-desemprego, a intermediação de mão-de-obra e a qualificação profissional. Essa é outra medida que já está em execução, ainda que a implantação enfrente dificuldades.
Essa integração está sendo testada no Distrito Federal. Além disso, o Codefat (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador) aprovou um projeto piloto nesses moldes em São Paulo, em convênio com o Sindicato dos Metalúrgicos (ligado à Força Sindical).
As outras medidas incluem ainda o aprofundamento do apoio às micro e pequenas empresas, para facilitar o acesso ao crédito. Os bancos oficiais federais também serão instruídos a priorizar projetos que estimulem a criação de empregos.


