Rio de Janeiro A Fundação Getúlio Vargas (FGV) está tentando obter recursos do governo federal e do Banco Mundial para fazer o Índice de Preços ao Produtor (IPP) do Brasil. ''O Fundo Monetário Internacional (FMI) exige que o Brasil faça um índice de preços ao produtor e o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) está envolvido com outras desafios'', disse o diretor do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, Luiz Guilherme Schymura, à Agência Estado.
De acordo com ele, caberia à FGV, que já faz o o índice de preços por atacado (IPA) produzir o novo índice, com a colaboração do IBGE. ''A tendência no mundo é sair do índice por atacado para os índices de preços ao produtor'', disse Schymura.
A idéia, segundo ele, é a FGV e o IBGE trabalharem cada vez mais em cooperação e evitem esforços duplicados. Já há cooperação entre os dois institutos. ''O IPA ajuda a pesquisa de Contas Nacionais do IBGE'', disse o diretor do Ibre.
O IPP ficaria pronto depois de dois anos após o início dos trabalhos para criá-lo. Mas como é um a pesquisa cara, a Fundação só vai começar a preparar o IPP quando tiver segurança de que haverá recursos não só para desenvolver o índice, mas para manter sua pesquisa ao longo do tempo, disse Schymura. ''A gente não pode fazer investimento de dois anos sem ter a certeza de que, depois, vamos ter dinheiro para a manutenção, que também é cara'', afirmou.
De acordo com Schymura, não é possível para a FGV fazer o IPP apenas com recursos próprios, mas a Fundação pretende investir no projeto parte do dinheiro a ser arrecadado com a venda dos serviços de seu novo banco de dados, o FGV Dados Premium, que será lançado em 1º de março. O banco de dados oferecerá, mediante pagamento, informações não divulgadas como os preços e suas variações por item pesquisado para os Índices Gerais de Preço (IGP).
O FGV Dados Premium foi a alternativa encontrada pela instituição de ensino para custear as pesquisas dos IGPs. Isso porque a Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro (Andima) e outras entidades que patrocinavam os IGPs, decidiram não mais fazer isso a partir deste ano.

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