FGV prevê repasse para o varejo
O varejo não deve resistir por muito tempo aos altos preços praticados no atacado. Mesmo sem espaço para grandes repasses, os varejistas devem elevar um pouco seus preços ainda este ano. A opinião é do chefe do centro de estudos de preços da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Paulo Sidney Cota.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) medido pela fundação entre 11 de setembro e 10 de outubro ficou em 0,31%, abaixo da taxa de 0,43% de setembro. ‘‘Mas projetamos um índice de 0,5% no final de outubro e 1% a 1,5% em novembro e dezembro’’. Para 1999, a FGV projeta 8% a 10% de inflação ao consumidor.
O IPC divulgado ontem compõe o Índice Geral de Preços-10 (IGP-10), que ficou em 1,54% em outubro, ante 1,49% no mês passado. O Índice de Preços no Atacado (IPA) foi de 2,32% este mês, maior do que os 2,19% de setembro. ‘‘Não sei se a indústria consegue segurar isso muito tempo’’, disse Cota. O Índice Nacional da Construção Civil cresceu de 0,81% para 0,88%.
No acumulado deste ano, o IGP-10 foi de 14,8% e nos doze meses, de 14,62%. O IPC acumulado de 1999 é de 6,79%, ante 21,36% do IPA e de 6,29% do INCC. Nos últimos doze meses, a FGV apurou um IPA de 21,15%, um IPC de 6,63% e um INCC de 6,22%.

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